quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Uma visão prospectiva da actividade docente
Mestrado em Ciências da Educação – UCP – Porto 2010-2011 – Prof. Luísa Orvalho
Orvalho, L. (2010). Culturas profissionais. FEP/UCP. (Texto em PDF)
Como é que os professores deveriam organizar o trabalho de ensinar e aprender no contexto escolar? E porquê?
A realização deste trabalho implica que apresentemos uma visão prospectiva da actividade a desenvolver em anos vindouros e os aspectos a corrigir ou melhorar na organização do trabalho escolar na nossa escola.
Após a leitura deste texto em particular, e uma vez que as tipologias de culturas profissionais docente de Hargreaves (1992, 1994) me suscitaram imediatamente o interesse, creio que um dos aspectos a melhorar no campo supracitado é, sem dúvida, a colaboração.
Segundo Hargreaves (1998), a colaboração promove o desenvolvimento profissional dos indivíduos nela envolvidos, podendo proporcionar momentos de aprendizagem mútua e potenciar reflexões individuais. Uma outra mais valia da colaboração reside no facto de os grupos poderem ser constituídos por vários indivíduos com experiências diferentes e com competências diversificadas permitindo uma maior eficácia das soluções encontradas. No entanto, a colaboração considerada como uma estratégia para o desenvolvimento de actividades na área da educação em variadíssimos aspectos, não deixa de envolver alguns problemas e dificuldades.
Ainda de acordo com Hargreaves (1998), a colaboração e a colegialidade ocupam um lugar central no paradigma de mudança, uma vez que permitem aos professores aprender uns com os outros numa partilha de saberes e ampliar o conjunto das suas competências, fomentando o desenvolvimento profissional e organizacional.
O nosso trabalho de professor é, sem dúvida, um trabalho solitário e de “porta fechada”, uma vez que, e apesar de planificarmos em conjunto ao nível do nosso grupo disciplinar, acabamos por ser o gestor do nosso próprio trabalho e do trabalho que desenvolvemos com os nossos alunos na sala de aula.
A colaboração está alicerçada em quatro pilares que a sustentam enquanto processo efectivo: diálogo, negociação, mutualidade e confiança. Se não existir uma negociação relativamente aos objectivos do trabalho, à forma como este se vai desenvolver, às prioridades a serem colocadas em prática e à forma como os intervenientes se relacionam, poderão surgir mais tarde momentos de tensão e de crise que podem deitar por terra os propósitos iniciais de determinado projecto.
É essencial que o diálogo, instrumento de confronto de ideias e construção de novas compreensões, se estabeleça entre todos os intervenientes pois deste modo cada um poderá participar activamente em cada projecto. Num trabalho colaborativo todos devem ter algo a dar e a receber, uma vez que os participantes ao serem detentores de papéis diferentes não quer forçosamente dizer que sobressaem uns em relação aos outros, mas que existe sim mutualidade entre todos. A colaboração deve desenvolver-se num clima de confiança uma vez que esta é importante para que todos se sintam à vontade para questionar as ideias, as acções e os valores uns dos outros. Este clima de confiança manifesta-se pelo respeito pessoal e profissional de todos os intervenientes, valorizando todos e fazendo-os sentir-se, efectivamente, como elementos do grupo. É da articulação entre eles que se pode esperar alcançar as finalidades inicialmente propostas, de uma forma positiva e que proporcione a todos os colaboradores experiências enriquecedoras e frutuosas que contribuam para potenciar as especificidades individuais, o desenvolvimento profissional e pessoal e o desenvolvimento de competências de natureza diversa, uma vez que a colaboração potencia uma reflexão efectiva ao longo de todo o processo.
Existem, no entanto, dificuldades inerentes ao trabalho em colaboração das quais podemos salientar:
· os intervenientes terão que saber lidar com a imprevisibilidade característica de um processo desta natureza, que por não poder ser planificada ao pormenor necessita de ser renegociada a qualquer momento. Esta renegociação pode reclamar a alteração dos papéis inicialmente previstos para cada um dos participantes. Esta imprevisibilidade está relacionada com o carácter dinâmico e mutável do processo de colaboração;
· outra das dificuldades passa pela gestão das diferenças de métodos de trabalho e das expectativas devido às experiências e hábitos de trabalho de cada um dos intervenientes. Estes podem ter estatutos diferentes, objectivos pessoais próprios, percepções divergentes e prioridades distintas, sendo estes aspectos desencadeadores de tensões que terão que ser geridas e ultrapassadas pelo grupo através de uma negociação eficaz e que assente num diálogo contínuo, fortalecendo-se a relação de confiança, promovendo a igualdade e a mutualidade entre os diversos intervenientes;
· para que o processo seja satisfatório é necessário contrariar a desigualdade entre os custos e os benefícios. Os possíveis participantes num processo de colaboração poderão abandonar os projectos, ou nem sequer os iniciar, por sentirem que os benefícios decorrentes desse envolvimento não correspondem aos seus anseios profissionais ou pessoais;
· quanto ao conformismo que pode, por vezes, apoderar-se dos participantes é fundamental que os restantes elementos do grupo estejam atentos para que se ultrapassem conjuntamente estes sentimentos que podem colocar em risco o sucesso do processo colaborativo. Estas dificuldades podem ser solucionadas com uma negociação cuidada e um diálogo contínuo, de modo a que as relações de confiança que se foram estabelecendo no grupo sejam continuamente reforçadas favorecendo a autoconfiança de todos.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Planificação de uma aula
Curso: Curso de Instrumentista de Cordas e Teclas
Disciplina: Viola de Arco
Módulo: 5 (12º ano)
Aula número: 17
Tempo de aula: 60’
Conteúdo a trabalhar:
Robert Schumann – Marchenbilder op. 113
I. Nicht schnell
Situação:
Foi efectuada uma leitura à primeira vista com o aluno na aula nº 15. A professora definiu articulações, dedilhações e fraseado.
Objectivos gerais para a aula nº 17:
O aluno deverá:
· conhecer o andamento completo da obra;
· conseguir fazer a contextualização do compositor em termos de História da Música;
· ser capaz de efectuar uma análise musical simples da obra.
Objectivos específicos para a aula nº 17
O aluno deverá ser capaz de:
· apresentar uma afinação correcta;
· dominar o ritmo;
· possuir uma pulsação estável;
· reconhecer o fraseado do andamento;
· ter uma boa qualidade de som.
Competências
As competências que o aluno deverá desenvolver tendo em conta os objectivos específicos anteriormente definidos, são as seguintes:
· afinação
o o aluno deverá dominar as mudanças de posição;
o o aluno deverá ser capaz de afinar por relatividade;
o o aluno deverá ser capaz de afinar tendo por base harmónica o Piano.
· ritmo
o o aluno deverá fazer uma leitura rítmica correcta.
· pulsação
o o aluno deverá ser capaz de manter uma pulsação estável, tanto quando toca a solo como quando toca com o acompanhador.
· fraseado
o o aluno deverá ter a noção correcta de cada uma das frases musicais;
o o aluno deverá ser capaz de fazer a distinção entre melodia e acompanhamento;
o o aluno deverá apresentar criatividade e autonomia a nível interpretativo .
· qualidade do som
o o aluno deverá ser capaz de explorar os vários tipos de sonoridade permitidos pelo instrumento a utilizá-los em função da obra que se encontra a executar.
Estratégias de aprendizagem
As estratégias a utilizar compreendem:
· a professora toca a obra para que o aluno compreenda o que lhe é solicitado e obtenha, assim, uma orientação no trabalho que vai desenvolver;
· será solicitado ao aluno que entoe determinadas passagens para o ajudar com algumas imprecisões ao nível da afinação;
· no caso de o aluno apresentar dificuldades a nível rítmico, ser-lhe-á pedido que solfeje essas passagens;
· o aluno deverá ouvir gravações por diferentes intérpretes para que essas abordagens o motivem e desenvolvam a sua criatividade;
· repetição de uma frase de várias formas para corrigir problemas específicos – afinação, mudança de posição, posição do arco, etc.;
· com o apoio dos docentes das disciplinas de História das Artes e Teoria e Análise Musical, o aluno poderá efectuar um trabalho de pesquisa sobre o compositor, a obra, aspectos históricos relevantes, análise musical do andamento que se encontra a estudar, etc.;
· apresentação pública.
Actividades de aprendizagem
· antes do início da aula o aluno deverá realizar os seus exercícios de aquecimento;
· o andamento será tocado sem interrupções;
· após a apresentação do trabalho realizado em casa, serão analisados os diferentes pormenores que necessitem de correcção;
· depois de efectuar esse aperfeiçoamento, será realizado o trabalho de junção com o acompanhador.
Recursos de aprendizagem
Os recursos a ser utilizados na aula serão os seguintes:
· instrumento para o aluno, para o professor e para o acompanhador;
· partitura – previamente distribuída e que contém a notação musical e as indicações base para a sua interpretação (arcadas, dedilhações, agógica, etc.);
· material de escrita (lápis e borracha) – para fazer eventuais correcções e sugestões de arcadas, dedilhações, dinâmicas, etc.;
· computador – que permita gravar a execução do aluno e analisá-la imediatamente;
· pianista acompanhador – assegurando o trabalho de junção da obra.
Avaliação da aprendizagem
A avaliação da aprendizagem será promovida ao longo da aula tendo em conta os objectivos definidos e através da promoção de um diálogo constante com o aluno, permitindo que ele se auto-avalie e receba um feedback imediato da parte do professor. A avaliação incidirá, especialmente, nos parâmetros definidos atrás:
· afinação;
· ritmo;
· fraseado;
· qualidade sonora;
· postura.
Avaliação do desenvolvimento curricular realizado
Este parâmetro poderá ser efectuado através de uma reflexão por parte do professor após o período de aula e tendo como base o feedback recebido do aluno durante a sua auto-avaliação. De acordo com os resultados obtidos, a planificação da(s) aula(s) seguinte(s) será ajustada.
Tendo sempre em conta os objectivos definidos nesta planificação, há um conjunto de actividades de remediação ou aprofundamento do conhecimento que poderão ser sugeridas se necessário:
· afinação
o o aluno deverá entoar de uma forma mais regular e com a ajuda de um teclado (por exemplo);
o colaboração do colega responsável pela disciplina de Formação Musical para que possa realizar algum trabalho extra com o aluno em causa com actividades auditivas – entoações e audição;
o necessidade de o aluno ouvir mais música para poder desenvolver o seu ouvido.
· ritmo
o exercícios de apenas reprodução rítmica da obra;
o exercícios com as cordas soltas correspondentes às notas musicais da obra;
o exercícios de solfejo;
o utilização do metrónomo.
· pulsação
o estudo com o metrónomo.
· fraseado
o análise musical da obra;
o entoação das linhas melódicas para melhor compreensão;
· qualidade sonora
o o aluno deverá memorizar o andamento da obra em questão, ou partes, para que se possa concentrar na emissão sonora;
o tocar de olhos fechados ou numa divisão às escuras, permitindo que os sentidos estejam focalizados apenas na produção do som .
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Comunicação a apresentar num Seminário - apresentação colectiva
Disciplina: de Ensino, Aprendizagem e Avaliação II
Comunicação a apresentar no Seminário:
“Um retrato sobre as minhas práticas de ensino: avanços, problemas e desafios para proporcionar a todos os alunos uma aprendizagem de qualidade que contribua para a sua realização pessoal e profissional”.
DE ALUNO A PROFESSOR
Comunicação colectiva de Daniel Dias, Emília Alves, José Ricardo Reis, Paulo Areis, Ricardo Matosinhos e Rui Fontes, mestrandos da Universidade Católica Portuguesa.
Palavras-chave : autonomia, formação pessoal, equidade, aprendizagem dinâmica
Já passaram alguns anos desde que pela primeira vez ministrei uma aula. Lembro-me claramente desse momento como um recomeçar a aprender em que tive que refletir sobre tudo o que havia aprendido e de que forma tinha aprendido.
De facto, fui apenas ensinado a reproduzir, da forma mais fiel, indicações numa partitura. Houve professores que me ajudaram na árdua tarefa mas transpor esses ensinamentos para a prática do ensino não é uma tarefa fácil.
Sem ter muitos anos de experiência de ensino, consigo hoje identificar mais rapidamente as dificuldades dos alunos e encontrar estratégias diferenciadas para que estes consigam obter o melhor resultado possível.
Se por vezes consigo identificar deficiências de aprendizagem, antecipar possíveis dificuldades e corrigir os aspectos necessários, nem sempre isso acontece. Durante a viagem diária até casa, transporto comigo as dificuldades dos alunos e tenho a certeza hoje que será algo que me acompanhará toda a vida.
A solução para uma grande maioria destas dificuldades passará por tornar os meus alunos independentes e, assim, tornando-me dispensável terei a certeza que os alunos poderão enfrentar a vida profissional sem dúvidas e receios.
A sua independência poderá ser igualmente uma solução para a sua formação pessoal, uma vez que alunos independentes transformar-se-ão em adultos independentes que não necessitam constantemente da aprovação de terceiros.
O aluno deve ter um espírito crítico fundamentado, solidificando desta forma as suas aprendizagens e promovendo a sua aplicação em situações futuras.
Comunicação a apresentar no Seminário:
“Um retrato sobre as minhas práticas de ensino: avanços, problemas e desafios para proporcionar a todos os alunos uma aprendizagem de qualidade que contribua para a sua realização pessoal e profissional”.
DE ALUNO A PROFESSOR
Comunicação colectiva de Daniel Dias, Emília Alves, José Ricardo Reis, Paulo Areis, Ricardo Matosinhos e Rui Fontes, mestrandos da Universidade Católica Portuguesa.
Palavras-chave : autonomia, formação pessoal, equidade, aprendizagem dinâmica
Já passaram alguns anos desde que pela primeira vez ministrei uma aula. Lembro-me claramente desse momento como um recomeçar a aprender em que tive que refletir sobre tudo o que havia aprendido e de que forma tinha aprendido.
De facto, fui apenas ensinado a reproduzir, da forma mais fiel, indicações numa partitura. Houve professores que me ajudaram na árdua tarefa mas transpor esses ensinamentos para a prática do ensino não é uma tarefa fácil.
Sem ter muitos anos de experiência de ensino, consigo hoje identificar mais rapidamente as dificuldades dos alunos e encontrar estratégias diferenciadas para que estes consigam obter o melhor resultado possível.
Se por vezes consigo identificar deficiências de aprendizagem, antecipar possíveis dificuldades e corrigir os aspectos necessários, nem sempre isso acontece. Durante a viagem diária até casa, transporto comigo as dificuldades dos alunos e tenho a certeza hoje que será algo que me acompanhará toda a vida.
A solução para uma grande maioria destas dificuldades passará por tornar os meus alunos independentes e, assim, tornando-me dispensável terei a certeza que os alunos poderão enfrentar a vida profissional sem dúvidas e receios.
A sua independência poderá ser igualmente uma solução para a sua formação pessoal, uma vez que alunos independentes transformar-se-ão em adultos independentes que não necessitam constantemente da aprovação de terceiros.
O aluno deve ter um espírito crítico fundamentado, solidificando desta forma as suas aprendizagens e promovendo a sua aplicação em situações futuras.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Oficina de Inovação e Desenvolvimento Profissional
Comunicação a apresentar na Oficina de Inovação e Desenvolvimento Profissional:
“Estratégias e ferramentas para construir uma organização aprendente, baseadas nas cinco disciplinas de Peter Senge”.
Maria Emília de Sousa Ribeiro Alves – malves5@hotmail.com
Mestranda na Universidade Católica Portuguesa – Porto
Resumo: O que caracteriza uma organização aprendente? Qual o perfil dos seus colaboradores? Qual o papel da “tensão criativa”?
Palavras-chave: Competências; Reflexão; Aprender.
O conceito de organização aprendente foi clarificado e colocado em prática por Peter Senge e preconiza que as grandes equipas são organizações que aprendem a desenvolver novas habilidades e capacidades, levando a novas percepções e sensibilidades que, por sua vez, revolucionam crenças e opiniões. As organizações que aprendem são formadas por pessoas que desenvolvem, continuamente, a sua capacidade de criar os resultados que desejam, são entidades onde se estimulam padrões de comportamento novos e abrangentes, a aspiração colectiva ganha liberdade e as pessoas exercitam-se, continuamente, em aprender juntas → “tensão criativa”. Essas organizações só podem surgir quando percebermos que o mundo não é feito de forças separadas e que, no mundo de hoje, a capacidade de aprender contínua e rapidamente é a única vantagem competitiva sustentável.
Uma empresa aprendente será aquela que descobrir como fazer com que as pessoas se comprometam e queiram aprender, desde o funcionário da portaria até aos cargos mais elevados. Para conseguir isso, as organizações deverão ser mais coerentes com as aspirações humanas que vão além das necessidades materiais. Com esse intuito, torna-se necessário que se derrubem as barreiras que nos impedem de aprender.
Senge considera a existência de 5 disciplinas básicas que as organizações aprendentes devem dominar:
• Domínio pessoal – cada indivíduo deverá compreender o que lhe é realmente importante e viver ao serviço das suas aspirações;
• Modelos mentais – as percepções que temos de nós próprios e do mundo afectam o conhecimento que cada um de nós constrói;
• Visão compartilhada – a organização deve ter uma missão genuína para que as pessoas dêem o melhor de si e adoptem uma visão compartilhada, na qual prevaleça o compromisso e o comprometimento em lugar da aceitação;
• Aprendizagem em equipa – diálogo em vez de aceitação;
• Pensamento sistémico – “quinta disciplina”. Integra todas as outras → “pensamento global”, e funde-as num corpo coerente de teoria e prática.
Conclusão: O que distingue uma organização aprendente é capacidade dos seus líderes em estimular padrões de comportamento novos e abrangentes o que permite que os seus colaboradores desenvolvam a sua capacidade de inovar e criar. O objectivo de todos os elementos dessa organização é o querer aprender a evoluir.
Referências bibliográficas
Rich, G., A. e Alto, R., M. (2011). As organizações que aprendem, Segundo Peter Senge: a quinta disciplina. in Cadernos Discentes Coppead, Rio de Janeiro, nº 9, pp. 36-55.
Senge, P. M. (1990). A quinta disciplina – Arte e prática da organização que aprende. 24.ª ed. Rio de Janeiro: Best Seller.
“Estratégias e ferramentas para construir uma organização aprendente, baseadas nas cinco disciplinas de Peter Senge”.
Maria Emília de Sousa Ribeiro Alves – malves5@hotmail.com
Mestranda na Universidade Católica Portuguesa – Porto
Resumo: O que caracteriza uma organização aprendente? Qual o perfil dos seus colaboradores? Qual o papel da “tensão criativa”?
Palavras-chave: Competências; Reflexão; Aprender.
O conceito de organização aprendente foi clarificado e colocado em prática por Peter Senge e preconiza que as grandes equipas são organizações que aprendem a desenvolver novas habilidades e capacidades, levando a novas percepções e sensibilidades que, por sua vez, revolucionam crenças e opiniões. As organizações que aprendem são formadas por pessoas que desenvolvem, continuamente, a sua capacidade de criar os resultados que desejam, são entidades onde se estimulam padrões de comportamento novos e abrangentes, a aspiração colectiva ganha liberdade e as pessoas exercitam-se, continuamente, em aprender juntas → “tensão criativa”. Essas organizações só podem surgir quando percebermos que o mundo não é feito de forças separadas e que, no mundo de hoje, a capacidade de aprender contínua e rapidamente é a única vantagem competitiva sustentável.
Uma empresa aprendente será aquela que descobrir como fazer com que as pessoas se comprometam e queiram aprender, desde o funcionário da portaria até aos cargos mais elevados. Para conseguir isso, as organizações deverão ser mais coerentes com as aspirações humanas que vão além das necessidades materiais. Com esse intuito, torna-se necessário que se derrubem as barreiras que nos impedem de aprender.
Senge considera a existência de 5 disciplinas básicas que as organizações aprendentes devem dominar:
• Domínio pessoal – cada indivíduo deverá compreender o que lhe é realmente importante e viver ao serviço das suas aspirações;
• Modelos mentais – as percepções que temos de nós próprios e do mundo afectam o conhecimento que cada um de nós constrói;
• Visão compartilhada – a organização deve ter uma missão genuína para que as pessoas dêem o melhor de si e adoptem uma visão compartilhada, na qual prevaleça o compromisso e o comprometimento em lugar da aceitação;
• Aprendizagem em equipa – diálogo em vez de aceitação;
• Pensamento sistémico – “quinta disciplina”. Integra todas as outras → “pensamento global”, e funde-as num corpo coerente de teoria e prática.
Conclusão: O que distingue uma organização aprendente é capacidade dos seus líderes em estimular padrões de comportamento novos e abrangentes o que permite que os seus colaboradores desenvolvam a sua capacidade de inovar e criar. O objectivo de todos os elementos dessa organização é o querer aprender a evoluir.
Referências bibliográficas
Rich, G., A. e Alto, R., M. (2011). As organizações que aprendem, Segundo Peter Senge: a quinta disciplina. in Cadernos Discentes Coppead, Rio de Janeiro, nº 9, pp. 36-55.
Senge, P. M. (1990). A quinta disciplina – Arte e prática da organização que aprende. 24.ª ed. Rio de Janeiro: Best Seller.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
As cinco disciplinas de Peter Senge
Mestrado em Ciências da Educação – UCP – Porto 2010-2011 – Prof. Luísa Orvalho
Rich, G., A. e Alto, R., M. (2011). As organizações que aprendem, Segundo Peter Senge: a quinta disciplina. in Cadernos Discentes Coppead, Rio de Janeiro, nº 9, pp. 36-55.
Senge, P. M. (1990). A quinta disciplina – Arte e prática da organização que aprende. 24.ª ed. Rio de Janeiro: Best Seller.
Actividade 3: “Estratégias e Ferramentas para construir uma organização aprendente, baseadas nas cinco disciplinas de Peter Senge”
Palavras-chave: Competências; Reflexão; Aprender
Cada vez mais é possível constatar que a administração estratégica extrapola a mera visão do planeamento, do posicionamento ou do design, e incorpora elementos claramente relacionados com o processo de aprendizagem estratégica. A verdadeira aprendizagem “está intimamente relacionada com o que significa ser humano” (Senge, 1990).
O conceito de organização aprendente foi clarificado e colocado em prática por Peter Senge e preconiza que as grandes equipas são organizações que aprendem a desenvolver novas habilidades e capacidades e que levam a novas percepções e sensibilidades que, por sua vez, revolucionam crenças e opiniões. As organizações que aprendem são formadas por pessoas que desenvolvem, continuamente, a sua capacidade de criar os resultados que desejam, são entidades onde se estimulam padrões de comportamento novos e abrangentes, a aspiração colectiva ganha liberdade e as pessoas exercitam-se, continuamente, em aprender juntas → “tensão criativa”. Essas organizações só podem ser construídas quando percebermos que o mundo não é feito de forças separadas e que, no mundo de hoje, a capacidade de aprender contínua e rapidamente é a única vantagem competitiva sustentável.
Uma empresa aprendente será aquela que descobrir como fazer com que as pessoas se comprometam e queiram aprender, desde o porteiro até aos altos quadros. Para conseguir isso, as organizações devem ser mais coerentes com as aspirações humanas que vão além das necessidades materiais. Com esse intuito, é necessário que se derrubem as barreiras que nos impedem de aprender.
Peter Senge considera que existem 5 disciplinas básicas que as organizações aprendentes devem dominar:
• Domínio pessoal – cada indivíduo deverá compreender o que lhe é realmente importante e viver ao serviço das suas aspirações (poderá ser utilizado pelos gestores para canalizarem os recursos humanos para as suas “áreas de interesse”);
• Modelos mentais – podem entrar em conflito com modificações administrativas que se pretendem colocar em prática (as percepções que temos de nós próprios e do mundo afectam o conhecimento que cada um de nós constrói; a formação pode ajudar a modificar comportamentos esteriotipados);
• Visão compartilhada – a organização deve ter uma missão genuína para que as pessoas dêem o melhor de si e adoptem uma visão compartilhada, na qual prevaleça o compromisso e o comprometimento em lugar da aceitação (existe um objectivo final comum e apesar de existir a partilha de tarefas todos conhecem o que os outros fazem);
• Aprendizagem em equipa – diálogo em vez de aceitação;
• Pensamento sistémico – “quinta disciplina”. Integra todas as outras → “pensamento global”, e funde-as num corpo coerente de teoria e prática. Ajuda-nos a ver como um todo e não como partes isoladas. Ajuda-nos a compreender que os problemas em vez de serem causados por algo ou alguém externo podem ser efeito das nossas próprias acções. O raciocínio sistémico reforça cada uma das outras disciplinas, “mostrando que o todo pode ser maior que a soma das partes” (Senge, 1990).
Senge assinala várias deficiências de aprendizagem relacionadas com o modo como fomos ensinados a pensar e a interagir e que criam deficiências cruciais de aprendizagem:
• “eu sou o meu cargo” – as pessoas que se concentram demais nos cargos que ocupam perdem a noção de relação com os demais cargos;
• “o inimigo está lá fora” – temos a tendência de pensar que o inimigo está lá fora, pois não vemos que as nossas acções vão além do cargo que ocupamos uma vez que não temos uma visão sistémica delas;
• a ilusão de assumir o controle – continua a existir o hábito de procurar o inimigo no exterior e não perceber qual a nossa contribuição para os nossos próprios problemas;
• a fixação em eventos – as nossas principais ameaças não vêm de eventos súbitos mas de mudanças graduais e contínuas;
• a parábola do sapo escaldado – devemos reduzir o nosso ritmo e prestar atenção aos pequenos acontecimentos;
• a ilusão de aprender com a experiência – aprendemos melhor com a experiência mas nunca experimentamos directamente as consequências das nossas acções mais importantes;
• o mito da equipa gestora – tradição que leva as pessoas a não admitirem que não sabem uma resposta.
Existem várias leis da “quinta disciplina” que podem ser sistematizadas:
• os problemas de hoje vêm da solução de ontem – as soluções que transferem o problema de uma parte do sistema para outra não são detectadas. Os que “resolveram” o problema são os que o herdam novamente;
• quanto mais você empurra, mais o sistema empurra de volta – feedback de compensação (as intervenções bem intencionadas provocam respostas no sistema que eliminam os benefícios da intervenção);
• o comportamento melhora antes de piorar – desfasamento de tempo entre o benefício e o prejuízo a longo prazo;
• a saída mais fácil, normalmente, traz-nos de volta para dentro – os problemas acentuam-se se adoptamos um pensamento não sistémico;
• a cura pode ser pior do que a doença – a transferência de responsabilidades para alguém faz com que, posteriormente, estejamos dependentes dessa pessoa e não possamos assumir o controle da situação sozinhos;
• mais rápido significa mais devagar – a perspectiva sistémica visa uma nova forma de pensar, mais desafiadora e promissora;
• causa e efeito não estão próximos no tempo e no espaço – a origem dos nossos problemas está em nós mesmos;
• pequenas mudanças podem gerar grandes resultados – pequenas acções bem focalizadas produzem melhorias significativas, desde que centralizadas no ponto correcto (princípio de alavancagem);
• você pode assobiar e chupar a cana mas não ao mesmo tempo – mesmo que tenhamos que escolher uma alternativa, a verdadeira alavancagem consiste em ver como ambas podem ser melhoradas ao longo do tempo;
• dividir um elefante ao meio não produz dois elefantes pequenos – dificuldade em percebermos as interacções existentes entre as várias áreas de uma organização, dificultando assim a visualização global do problema;
• não existem culpados – a cura para o problema é o meu relacionamento com o inimigo.
O pensamento sistémico
Quanto ao pensamento sistémico, Senge considera que ele é a disciplina que nos permite ver o todo; é uma forma de interligação que permite ver os padrões de mudança e não apenas os eventos isolados. O pensamento sistémico é o antídoto para a sensação de impotência causada pela era da interdependência. Através dele podemos ver as estruturas subjacentes e discernir as mudanças de alta e baixa alavancagem. O pensamento sistémico é a pedra fundamental que determina a forma como as organizações que aprendem pensam o seu universo.
Nem sempre fazer o óbvio produz o resultado imediato e desejado. Na maioria das situações gerenciais, a verdadeira alavancagem está em compreender a complexidade dinâmica e não a de detalhes. O pensamento sistémico simplifica a vida por ajudar a distinguir padrões mais profundos. Não nos podemos limitar a olhar apenas para as estruturas individuais e ignorar as estruturas subjacentes. A fixação de limites é uma forma de feedback de equilíbrio, que constitui o segundo elemento básico do pensamento sistémico. A resistência à mudança é uma tentativa de manter uma meta implícita ao sistema. Enquanto essa meta não for reconhecida, os esforços de mudança fracassarão.
Modelos mentais
Muitas ideias novas deixam de ser colocadas em prática porque podem, de alguma forma, entrar em conflito com imagens internas e profundamente arraigadas a respeito do funcionamento do mundo. Para lidar com os modelos mentais, é necessário praticar a reflexão e a inquirição constantemente. É preciso dispor de perspectivas e abordagens múltiplas para que os nossos paradigmas se mostrem e possamos reconhecê-los, tanto no âmbito pessoal como no da organização. Muitas vezes “os modelos mentais impedem as mudanças que poderiam provir do raciocínio sistémico”, pelo que os gestores deveriam aprender a revê-los (Senge, 1990).
Visão compartilhada
Uma visão compartilhada não é uma ideia que está nas mentes dos indivíduos mas sim uma força inculcada no coração das pessoas. Essa disciplina é vital para a organização que aprende porque proporciona focalização e energia. O núcleo dos princípios orientadores da visão compartilhada inclui os seguintes elementos: a visão propriamente dita (uma imagem do nosso futuro desejado), os valores (como esperamos deslocar-nos até onde queremos ir), o propósito ou a missão (o que a organização está aqui para fazer) e as metas (marcos que esperamos alcançar dentro em breve).
Aprendizagem em equipa
A unidade de aprendizagem moderna é o grupo e não os indivíduos isolados. É claro que não existe aprendizagem em equipa sem domínio pessoal e sem visão compartilhada. Partindo dessas condições, reconhece-se que a inteligência colectiva é maior que a soma das inteligências individuais, abrindo oportunidade para a aprendizagem colectiva. A discussão difere do diálogo por ser uma “forma de conversação que promove a fragmentação” (Senge, 1994), contudo a discussão hábil difere das discussões improdutivas. As barreiras à aprendizagem colectiva só podem ser removidas caso as pessoas passem a utilizar uma linguagem comum.
O todo indivisível
A separação do todo em sistemas é proveniente de uma necessidade didáctica e científica, mas acabou por criar um profundo distúrbio de percepção na civilização moderna. Para apreender a fundo a interconexão entre os fenómenos, devemos remover a separação existente entre os sistemas e os ambientes que os cercam. Só assim, estaremos aptos a captar efectivamente a indivisibilidade do todo representado pelo Universo.
sábado, 20 de novembro de 2010
Comunicação a apresentar num Seminário
Comunicação a apresentar no Seminário:
“Um retrato sobre as minhas práticas de ensino: avanços, problemas e desafios para proporcionar a todos os alunos uma aprendizagem de qualidade que contribua para a sua realização pessoal e profissional”.
Profissão: Professor de Música!
Maria Emília de Sousa Ribeiro Alves – malves5@hotmail.com
Mestranda na Universidade Católica Portuguesa – Porto
Resumo: Que práticas de ensino tento promover nas minhas aulas? Qual a importância atribuída à diferenciação pedagógica? De que forma podem os alunos ser motivados? Será fundamental que os alunos desenvolvam a sua autonomia?
Palavras-chave: diferenciação pedagógica; motivação; autonomia.
No desempenho da minha prática lectiva, considero fundamental que tanto eu como os meus alunos se sintam realizados quer a nível pessoal quer a nível profissional, uma vez que se não existir esse sentimento de preenchimento pessoal não será possível a evolução tanto minha como a dos alunos. Tento cultivar neles uma forte motivação para o estudo da disciplina, definir claramente quais as metas a atingir e em que espaços temporais e desenvolver a sua autocrítica, fundamental para a autonomia e desenvolvimento. Sempre que possível, procuro criar situações de aprendizagem em que os alunos possam colocar em prática os conhecimentos já adquiridos. Esta situação implica a existência de flexibilidade, tanto minha como dos alunos, para permitir uma adaptação constante à evolução e desenvolvimento do objectivo pretendido. O reforço motivacional inicia-se sempre pelo salientar dos aspectos positivos que o aluno conseguiu apresentar em cada uma das aulas. Um dos aspectos que considero essencial neste tipo de ensino, é a diferenciação pedagógica que deverá ser aplicada a cada um dos alunos de acordo com o nível em que cada um deles se encontra, as suas capacidades de trabalho, aptidões que demonstram, etc.
De acordo com as minhas convicções, há várias noções presentes nas Teorias Cognitivas e Humanistas com as quais me identifico e que tento colocar em prática:
Teorias Cognitivas
• o sujeito aprendente desempenha um papel activo na aquisição do conhecimento;
• a aprendizagem é a construção do conhecimento feita em contexto e é resultante da interacção do sujeito aprendiz com o meio;
• tanto o sujeito como o meio são activos;
• o ensino baseia-se num diálogo permanente entre o aluno e o professor através de uma interacção mútua em que o controlo é partilhado por ambos;
• importância da negociação, da visão partilhada, do diálogo, da criação da cultura como objecto de ensino profissional, pessoal e cultural, que prepare o aluno para ingressar e ser membro activo de uma sociedade adulta.
Teorias Humanistas
• a aprendizagem consiste na auto-realização e no crescimento pessoal do aprendiz no seu todo;
• o ensino é centrado no aluno e o professor é o facilitador desse processo;
• os ambientes de aprendizagem ricos favorecem a aprendizagem;
• tanto o professor como o aluno são activos no processo de ensino/aprendizagem;
• concepção Dinâmica da Aprendizagem – “enquanto se ensina também se aprende”;
• o professor e o aluno desenvolvem-se no processo de ensino-aprendizagem.
Conclusão: Na minha prática docente, tento promover um ensino baseado no diálogo e no feedback constantes que permita a autonomia gradual e sólida de cada um dos alunos.
Referências bibliográficas
Orvalho, L. (2010). Teorias de aprendizagem e estratégias de ensino. Porto: FEP/UCP (pdf)
terça-feira, 20 de julho de 2010
Projecto de Intervenção
Professor/Família/Aluno: uma relação des(necessária) no ensino do instrumento

Projecto de Intervenção
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Conclusão
Quando reflecti sobre as vantagens da utilização de um portefólio reflexivo como elemento de avaliação nesta unidade curricular, referi a possibilidade de responder a algumas questões, nomeadamente:
. quem sou?
. como sou?
. de que sou capaz?
. quais são os meu limites/dificuldades?
. quais são as minhas ambições/metas?
. que caminho quero trilhar?
Passados cinco meses, será que consigo ter respostas para todas estas questões? Existe uma certeza apenas. Estou a aprender e a crescer.
Permito-me citar novamente Idália Sá Chaves e Paulo Dias a propósito da utilização de portefólios:
“O Portefólio é a trave mestra na formação de profissionais reflexivos, importante na auto-análise crítica, na auto-regulação e auto-investigação, sintetizando a sua natureza formativa, continuada, reflexiva e compreensiva.” (Sá Chaves, 2000)
“Eternizar o vivido para ser pensado e reinventado num processo contínuo e permanente de reflexão.” (Dias, 2005)
Aprender a aprender. Outro conceito que considero fundamental no processo de ensino-aprendizagem. Tento que os meus alunos tenham consciência dos seus conhecimentos e que estabeleçam relações entre o que já aprenderam e o que estão a aprender, criando na sala de aula um ambiente favorável à troca de ideias, propondo questões que lhes possibilitem reflectir sobre o que sabem e o que estão a aprender. A educação deverá ser algo para a vida toda e implica uma busca constante de conhecimento uma vez que o mundo é dinâmico e único em cada momento. Aprendemos quando introduzimos alterações na nossa forma de pensar e de agir e ensinamos quando partilhamos com o outro ou com o grupo a nossa experiência e os saberes que vamos acumulando.
"Os professores ideais são os que se fazem de pontes, que convidam os alunos a atravessarem, e depois, tendo facilitado a travessia, desmoronam-nas com prazer,
encorajando-os a criarem as suas próprias pontes."
Nikos Kazantzakis
encorajando-os a criarem as suas próprias pontes."
Nikos Kazantzakis
Que competências deve o professor dominar? Que desafios se colocam à profissão de docente actualmente? O que identifica um professor eficaz?
Richard Arends dá-nos algumas pistas para estas questões:
. os professores eficazes possuem qualidades pessoais que lhes permitem desenvolver relações humanas genuínas com os intervenientes no processo educativo;
. os professores eficazes têm uma disposição positiva em relação ao conhecimento;
. os professores eficazes têm um repertório de práticas de ensino que estimulam a motivação dos alunos;
. os professores eficazes têm uma disposição pessoal para a reflexão e a resolução de problemas. A aprendizagem do ensino é encarada como um processo ao longo da vida;
. os professores eficazes preocupam-se com a justiça social e a equidade.
Tendo em conta os pressupostos enumerados, tento aplicar na minha prática profissional várias valências:
· aprender a aprender;
· avaliar as situações;
· rever o meu próprio papel;
· reconhecer os erros e corrigi-los;
· cooperar com a incerteza;
· transformar as limitações em recursos;
· ser flexível;
· ter consciência das necessidades;
· saber comunicar;
· ser inovador;
· resolver conflitos;
· cooperar;
· ser crítica e profissional no meu trabalho;
· ter em consideração todas as dimensões.
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